Mais de cinquenta por cento dos colaboradores lusos considera que a inteligência artificial está a gerar mais postos de trabalho.
O Impacto da Inteligência Artificial no Mercado de Trabalho Atualmente, apenas 21% dos profissionais espera a perda de empregos, o que demonstra um otimismo em relação à adoção dessa tecnologia. Contudo, a confiança no impacto da IA ainda é limitada, com um índice de confiança nacional situado em três em cada dez, um valor abaixo…
O Impacto da Inteligência Artificial no Mercado de Trabalho
Atualmente, apenas 21% dos profissionais espera a perda de empregos, o que demonstra um otimismo em relação à adoção dessa tecnologia. Contudo, a confiança no impacto da IA ainda é limitada, com um índice de confiança nacional situado em três em cada dez, um valor abaixo da média global de 4,5.
Percepções dos Trabalhadores sobre a IA
A inteligência artificial (IA) continua a provocar mudanças na forma como os trabalhadores veem seu trabalho e suas perspectivas profissionais. Conforme o estudo ‘Global Workforce of the Future 2025’, realizado pela Adecco, 60% dos profissionais portugueses acreditam que esta tecnologia está criando mais empregos, enquanto 69% informam que suas funções estão evoluindo.
Apenas 21% prevê a perda de postos de trabalho, o que reflete um otimismo em relação à adoção desta tecnologia. No entanto, a confiança no impacto da IA ainda é limitada, com um índice de confiança nacional de três em dez, abaixo da média global de 4,5.
Segundo o estudo, o propósito também reflete essa ambivalência entre entusiasmo e incerteza, com apenas 38% dos trabalhadores afirmando sentir um forte propósito no trabalho diariamente.
Produtividade e Expectativas Futuras
Sobre produtividade, os trabalhadores acreditam que a tecnologia pode ajudá-los a economizar uma média de 80 minutos por dia. No entanto, essa percepção ainda não se traduz em ganhos mensuráveis, visto que apenas 36% afirmam conseguir medir o impacto real no seu trabalho.
No contexto português, o futuro do mercado de trabalho está cada vez mais vinculado à convivência entre humanos e sistemas inteligentes. Nesse cenário, 43% dos entrevistados esperam que suas empresas integrem agentes de IA nos próximos 12 meses.
Alexandra Andrade, country manager da Adecco Portugal, destaca que “os dados revelam que os portugueses estão abertos à IA, mas buscam respostas e orientação. As empresas precisam ser transparentes sobre o papel da tecnologia em suas estratégias e investir em formação, assegurando que os colaboradores se sintam parte ativa da mudança. Somente assim a IA se tornará uma ferramenta de progresso humano e organizacional.”
