Segurança Social refuta análise da IGF a respeito das 854 residências desocupadas e afirma que possui apenas 18 imóveis

Segurança Social refuta análise da IGF a respeito das 854 residências desocupadas e afirma que possui apenas 18 imóveis

Auditória revela ineficiência no património imobiliário da Segurança Social “Dos 2.561 imóveis sob gestão do Instituto da Segurança Social, um terço do total (854 frações) encontravam-se devolutos à data das verificações. Em novembro do ano passado, 36,8% do total de frações estavam “sem contrato de arrendamento ativo”, concluiu a IGF. “Um património imobiliário longe de



Auditória revela ineficiência no património imobiliário da Segurança Social

“Dos 2.561 imóveis sob gestão do Instituto da Segurança Social, um terço do total (854 frações) encontravam-se devolutos à data das verificações. Em novembro do ano passado, 36,8% do total de frações estavam “sem contrato de arrendamento ativo”, concluiu a IGF.

“Um património imobiliário longe de ser o mais eficiente”, é a conclusão da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) numa auditoria ao sistema de gestão do património imobiliário da Segurança Social, administrado pelo Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS), divulgada esta quinta-feira.

A auditoria da IGF revela que 854 frações do património da Segurança Social estão devolutas, enquanto a dívida acumulada atinge 33,7 milhões de euros até 2024.

“Dos 2.561 imóveis sob gestão do Instituto da Segurança Social, um terço do total (854 frações) encontravam-se devolutos à data das verificações. Em novembro do ano passado, 36,8% do total de frações estavam ‘sem contrato de arrendamento ativo’, concluiu a IGF.

Em resposta, a Segurança Social esclarece que tem apenas 18 casas prontas a habitar e não 854, como afirma a IGF.

“Os restantes 836 imóveis mencionados no relatório da Inspeção Geral de Finanças (IGF) são inadequados para habitação (por exemplo, unidades industriais, terrenos rústicos e arrecadações), estão ativamente em recuperação ou sujeitos a ocupação abusiva, estando a recuperação da posse em trâmites judiciais”, refere a Segurança Social.

O Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) acrescenta que esclareceu à IGF que “a esmagadora maioria das frações sem contrato ativo no segmento habitacional não se encontra disponível pelos motivos acima referidos”.

“A IGF aceitou o contraditório do IGFSS, com o espírito de cooperação que normalmente caracteriza este tipo de auditorias. O IGFSS aceitou as recomendações formuladas, bem como o seu prazo de execução”, conclui a Segurança Social.

O relatório da IGF, homologado pelo ministro de Estado e das Finanças a 15 de janeiro, aponta para falhas estruturais que custam milhões de euros aos cofres públicos e comprometem a eficiência de um dos pilares do Estado social.

Uma das críticas à gestão do IGFSS pelos técnicos da IGF é uma dívida acumulada de 33,7 milhões de euros entre 2019 e 31 de dezembro de 2024, resultante da ocupação de 125 frações do património da Segurança Social por 19 entidades públicas, com destaque para organismos do Ministério da Saúde.


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