Reflexão da Justiça sobre a relevância da comunicação

Reflexão da Justiça sobre a relevância da comunicação

Encontro do Conselho Superior da Magistratura “Para que o Estado de Direito seja garantido é essencial que os tribunais funcionem de forma eficaz e, para isso, é particularmente importante a forma como comunicam com os cidadãos e a sociedade civil”, sublinhou Maria das Dores Meira na sessão de abertura do XIX Encontro do Conselho Superior…

Encontro do Conselho Superior da Magistratura

“Para que o Estado de Direito seja garantido é essencial que os tribunais funcionem de forma eficaz e, para isso, é particularmente importante a forma como comunicam com os cidadãos e a sociedade civil”, sublinhou Maria das Dores Meira na sessão de abertura do XIX Encontro do Conselho Superior da Magistratura, subordinado ao tema “Juízes: o apelo da linguagem clara na decisão e na transformação digital”.

Discussão sobre a Justiça Atual

Na sessão, que contou com a presença da ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, do presidente do Supremo Tribunal de Justiça e do Conselho Superior da Magistratura, João Cura Mariano, e do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, a autarca setubalense assinalou que o encontro se assume como “um espaço de discussão sobre assuntos dominantes da atualidade da Justiça”.

Tema Central: Linguagem Clara

Magistrados, acadêmicos e representantes de instituições da justiça portuguesa e internacional, além de especialistas em comunicação e tecnologia, “debatem temas tão importantes e atuais como a simplificação da linguagem jurídica, a comunicação clara nas decisões judiciais e os impactos da transformação digital no setor”.

Itens em Análise

A clareza na argumentação, a linguagem utilizada na Justiça, o direito do cidadão comum a compreender o que é dito e escrito nos tribunais, a existência de destinatários vulneráveis, a comunicação pública da Justiça, a regulação do uso da inteligência artificial na Justiça e os impactos do digital no sistema judiciário e no trabalho dos juízes são questões em análise nos dias 6 e 7 de novembro, no Fórum Municipal Luísa Todi.

Importância da Linguagem Clara

“Muitos destes temas interessam a todos, juristas e não juristas, porque a linguagem clara é instrumento de proximidade, transparência e confiança entre os tribunais e os cidadãos”, vincou Maria das Dores Meira.

Iniciativas do Encontro

A autarca, que enalteceu o fato de o encontro anual do Conselho Superior de Magistratura se realizar pela primeira vez em Setúbal, destacou “com particular orgulho” que uma das iniciativas que compõem o programa do evento é uma visita a realizar na tarde de dia 7 ao Convento de Jesus, “cuja reabilitação, complementada pela instalação do Museu de Setúbal, tem sido promovida pela Câmara Municipal”.

Prioridades do Governo

A clareza da comunicação jurídica como elemento essencial para o reforço da confiança dos cidadãos na Justiça foi, igualmente, destacada pela ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, que assumiu que “a adequação da linguagem jurídica é uma prioridade” do Governo.

Desafios na Simplificação

Embora reconheça que há um núcleo de conceitos que “não é suscetível de simplificação, sob pena de perder rigor”, a ministra da Justiça assegura que a simplificação da linguagem judiciária, “mais do que um objetivo fundamental deste Governo”, corresponde ao “cumprimento de uma exigência constitucional”.

Visão do Presidente do Supremo Tribunal

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça e do Conselho Superior da Magistratura, João Cura Mariano, considera que “um Estado que se quer de Direito é um Estado que comunica com clareza” e defende que “a linguagem simples não diminui a autoridade dos tribunais, mas antes a reforça”.

A Mudança Está em Curso

O responsável reconhece que “ainda há uma longa estrada a percorrer” e que “a mudança exige formação, sensibilização e, sobretudo, vontade”, e espera que o encontro a decorrer nos dias 6 e 7 de novembro em Setúbal resulte “numa nova cultura da comunicação da Justiça”.

Esforço pela Inovação

Já o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, destacou “o esforço sincero no caminho da inovação” que tem sido feito no setor da Justiça e os “passos importantes que têm sido dados, por exemplo, na transformação digital e no combate à corrupção”.

Reunião na Assembleia da República

Aguiar-Branco lembrou que a 7 de novembro há uma reunião na Assembleia da República com o Governo, grupos parlamentares e entidades do setor “para ouvir todos e apresentar propostas”, a qual será “o início de um processo para fazer novo e diferente” no caminho para “uma Justiça que seja de todos, feita com todos e para todos”.

Conferência de Fundo

Após a sessão de abertura do XIX Encontro do Conselho Superior da Magistratura, seguiu-se a conferência de fundo “Simplificar a linguagem, aproximar a justiça do cidadão”, com João Caupers, antigo presidente do Tribunal Constitucional.

Lançamento de Livro

No período da tarde, às 17h30, é apresentado o livro “A esponja dos dias e outros textos”, de Emília Costa.

Painéis do Encontro

Dos três painéis do encontro, dois decorrem na tarde de dia 6: “Linguagem Clara”, com os professores Duarte de Almeida e Joana Aguiar e Silva e as juízas Ana Cláudia Castro e Margarida Sousa, e “A Adaptação da Linguagem ao Destinatário”, com os juízes Edurne Uranga Mutuberría e Anabela Pedroso e os jornalistas Jose Asenjo Vallejo e Liliana Monteiro.

Inteligência Artificial na Justiça

O terceiro painel, intitulado “Inteligência Artificial no Apoio à Decisão e Justiça Digital”, no dia 7, de manhã, tem a participação dos juízes Luis Villares Naveira, Nélson Escórcio e João Ferreira.

Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *