Liberalismo desafia Administração a dialogar sobre o Ensino Superior, excluindo o Chega
Declarações sobre o Governo e a Prestaçã Social Única A porta-voz do Livre, Isabel Mendes Lopes, afirmou hoje que o Governo “tem escolhido sempre o lado errado” nas negociações de propostas no parlamento, desafiando-o a dialogar sobre a Prestaçã Social Única (PSU) na sua especialidade. “O Governo tem de escolher se negocia mais uma vez…
Declarações sobre o Governo e a Prestaçã Social Única
A porta-voz do Livre, Isabel Mendes Lopes, afirmou hoje que o Governo “tem escolhido sempre o lado errado” nas negociações de propostas no parlamento, desafiando-o a dialogar sobre a Prestaçã Social Única (PSU) na sua especialidade.
“O Governo tem de escolher se negocia mais uma vez com o Chega, e sabemos a que isso leva. Além de ser um partido altamente polarizador, que possui uma visão completamente enviesada sobre as pessoas que recebem prestações sociais, é também um partido no qual o Governo já sabe que não pode confiar”, enfatizou Isabel Mendes Lopes, em declarações aos jornalistas à margem do encerramento das jornadas parlamentares do Livre, na Casa do Parlamento, em Lisboa.
A líder parlamentar foi questionada sobre o fato de PSD e CDS-PP terem entregue hoje alterações à proposta do Governo sobre a PSU, estabelecendo um período mínimo de dois anos de residência legal entre as condições de acesso exigidas a cidadãos extracomunitários, aproximando-se das exigências do Chega.
Fazendo alusão ao chumbo do pacote laboral, cujo pacto foi negociado até à última hora com o Chega – que acabou votando contra o diploma – Isabel Mendes ressaltou que o executivo tem no parlamento outros “parceiros com quem pode dialogar”, apesar das diferenças políticas.
“O Governo tem de escolher com quem quer dialogar e tem sempre escolhido do lado errado”, lamentou.
Isabel Mendes Lopes considerou que “faz sentido condensar várias prestações numa só, mas é preciso garantir que é uma prestação justa e que ajuda, de fato, as pessoas a saírem da situação de pobreza”.
O Livre já apresentou a sua proposta de alteração ao diploma do executivo, defendendo a abolição do trabalho social obrigatório. Isabel Mendes Lopes defendeu ainda que “não faz sentido haver um canal de denúncias para que vizinhos estejam a se vigiar uns aos outros” ou que “toda a família seja penalizada porque alguém se recusa a fazer trabalho social”.
