Executivo “avaliará” sugestões dos sindicatos do Setor Público, mas não toma posições

Executivo “avaliará” sugestões dos sindicatos do Setor Público, mas não toma posições

Notícias sobre as propostas dos sindicatos “Relativamente às propostas apresentadas pelos sindicatos, o Governo tomou boa nota e irá analisar as mesmas, não estando em condições de assumir qualquer posição sobre estas”, lê-se no esclarecimento enviado pelo Ministério das Finanças esta tarde, após a reunião da manhã com os três sindicatos da função pública, no

Notícias sobre as propostas dos sindicatos

“Relativamente às propostas apresentadas pelos sindicatos, o Governo tomou boa nota e irá analisar as mesmas, não estando em condições de assumir qualquer posição sobre estas”, lê-se no esclarecimento enviado pelo Ministério das Finanças esta tarde, após a reunião da manhã com os três sindicatos da função pública, no âmbito do processo negocial sobre a atualização geral dos salários.

O Governo afirmou hoje ter tomado “boa nota” das propostas dos sindicatos da Função Pública e “irá analisar as mesmas”, mas enfatiza que não está em condições de assumir posições.

“Relativamente às propostas apresentadas pelos sindicatos, o Governo tomou boa nota e irá analisar as mesmas, não estando em condições de assumir qualquer posição sobre estas”, destaca o esclarecimento do Ministério das Finanças, após a reunião com os três sindicatos da função pública, focada na atualização dos salários.

Esse esclarecimento foi dado após a presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) mencionar, ao sair da reunião, que o governo “ficou de considerar” a proposta de reposição dos três dias de férias que foram retirados durante a intervenção da ‘troika’.

O coordenador da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (Frente Comum) apontou que esse tema não foi debatido na reunião e que o Governo não fez “nenhuma alteração” na proposta inicial já apresentada aos sindicatos.

Já o secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesap) informou que na reunião de hoje “o Governo praticamente não apresentou novas propostas”, mas “manifestou algumas intenções”, incluindo a possibilidade de “introduzir algumas [revisões de] carreiras no novo acordo ou na extensão deste”.

José Abrão também destacou que a Fesap insistiu na necessidade de aumentar o subsídio de alimentação e reverter os dias de férias eliminados durante a ‘troika’, e alertou para a possibilidade de protestos “se necessário for”.

As três federações sindicais da Administração Pública esperam que o Governo analise suas reivindicações e apresente uma “proposta diferente” na próxima reunião, marcada para 29 de outubro.

Na proposta inicial, apresentada na reunião de 26 de setembro, o Governo manteve os valores do acordo plurianual vigente para 2026, 2027 e 2028, propondo uma extensão do acordo para abranger a atual legislatura até 2029, com aumentos de 2,30%, garantindo um mínimo de 60,52 euros.

O acordo atual, assinado em novembro de 2024 com duas das estruturas sindicais da Função Pública (a Fesap e a Frente Sindical), prevê aumentos de 2,15%, com um mínimo de 56,58 euros para o próximo ano.

Para 2027 e 2028, o acordo estipula aumentos de 2,3%, com um mínimo de 60,52 euros.

Além disso, conforme indicado pelo Ministério das Finanças em 26 de setembro, a proposta apresentada aos sindicatos da Função Pública abrange “outras matérias relevantes”, incluindo “a revisão do regime de ajudas de custo vigente, a evolução e revisão do SIADAP, bem como do Estatuto Remuneratório do Pessoal Dirigente”, de acordo com as medidas previstas no programa do Governo.

A Fesap, vinculada à UGT, propõe que a remuneração base na função pública suba para 973,41 euros em 2026 e um aumento mínimo de 95 euros para todos os trabalhadores, além da elevação do subsídio de alimentação para 10 euros por dia, isento de impostos.

A Frente Sindical, liderada pelo STE, solicita um aumento salarial de 6,4% para todos os funcionários públicos em 2026 e admitiu hoje rever para baixo sua proposta de aumento do subsídio de refeição, de 12 para 10 euros em 2026.

Por sua vez, a Frente Comum, ligada à CGTP, exige um aumento salarial de 15%, com valor mínimo de 150 euros, a partir de 1 de janeiro, e a atualização do subsídio de alimentação para 12 euros.

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