Desafios e Responsabilidades do Animador Sociocultural Os desafios e as responsabilidades do animador sociocultural estiveram no centro do encontro promovido na Escola Superior de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal, numa iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Setúbal em parceria com o IPS, a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sociocultural e a Associação
Desafios e Responsabilidades do Animador Sociocultural
Os desafios e as responsabilidades do animador sociocultural estiveram no centro do encontro promovido na Escola Superior de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal, numa iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Setúbal em parceria com o IPS, a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sociocultural e a Associação Ideias do N.A.D.A.
Na intervenção de abertura, Nuno Soares, do Arquivo Municipal de Setúbal, destacou que a essência do trabalho do animador sociocultural reside na capacidade de “saber ouvir as pessoas” e “ir ao encontro das necessidades delas”, num trabalho de proximidade.
“Temos de estar ativamente no terreno, investir na formação dos parceiros associativos, saber gerir pessoas, espaços e conflitos, saber negociar e ter uma ideia muito clara dos objetivos da associação para a otimização de resultados”, afirmou o técnico municipal.
Para Nuno Soares, o poder do associativismo manifesta-se na possibilidade de participação democrática em várias dimensões da sociedade, promovendo a liberdade de pensamento.
A presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sociocultural e docente da Escola Superior de Educação, Isabel Filipe, reforçou a necessidade de desmistificar o papel do animador, frequentemente confundido com alguém que apenas entretém.
“O animador não é um ‘palhaço’, é alguém que investiga no terreno e faz propostas concretas, criando saber científico”, defendeu, salientando que grande parte desse trabalho permanece invisível.
Para a responsável, a formação especializada é crucial para “a construção de uma sociedade mais inclusiva e participada”.
Também Paula Guerra, da Associação Ideias do N.A.D.A., destacou o caráter agregador do animador sociocultural, alguém que “está muito atento ao que se passa em seu redor e tem o talento de agregar pessoas e dar-lhes voz”.
A oradora exemplificou com atividades como trabalhar madeira ou fazer crochet, que podem estimular a partilha de saberes e motivar comunidades, “transformando problemas em respostas sociais concretas”.
O seminário contou com a participação de sete dezenas de estudantes da licenciatura em Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação, além de vinte alunos do 12.º ano da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, do Barreiro.

















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