A comercialização da Indaqua inicia em fevereiro e Société Générale e Citi já iniciaram a convocação de fundos de investimento privado.
Assessores financeiros iniciam pré-marketing da Indaqua Os assessores financeiros, Société Générale e Citi, já deram início ao pré-marketing junto de fundos de private equity internacionais. De acordo com informações do Jornal Económico, fundos de diversas partes do mundo foram contatados. O negócio, devido à sua magnitude, promete ser um dos mais significativos de 2026. Venda…
Assessores financeiros iniciam pré-marketing da Indaqua
Os assessores financeiros, Société Générale e Citi, já deram início ao pré-marketing junto de fundos de private equity internacionais. De acordo com informações do Jornal Económico, fundos de diversas partes do mundo foram contatados. O negócio, devido à sua magnitude, promete ser um dos mais significativos de 2026.
Venda da Indaqua prevista para fevereiro
O processo competitivo para a venda da Indaqua, o maior operador privado de concessões municipais de água em Portugal, está programado para começar em meados de fevereiro. Os assessores financeiros, Société Générale e Citi, já iniciaram o pré-marketing com fundos de private equity internacionais, conforme reportado pelo Jornal Económico.
O que é o pré-marketing em M&A?
O pré-marketing em fusões e aquisições (M&A) é a fase estratégica inicial que prepara uma empresa para venda ou fusão, permitindo a identificação de alvos, criação de materiais (como teasers) e desenvolvimento de relacionamentos com potenciais compradores.
Atração de grandes fundos de investimento
Fundos de diferentes regiões do mundo foram contatados, e tendo em vista que o valor estimado para o ativo está em torno de 800 milhões de euros, deverá atrair fundos de grande porte, como o KKR.
Histórico da avaliação da Indaqua
Na última tentativa de venda, que não se concretizou, em 2023, a avaliação da Indaqua, que também incluía a Plainwater (empresa que atua no setor de abastecimento e tratamento de águas residuais, pertencente à Indaqua), situava-se nos oitocentos milhões de euros. Não há indícios de que esse valor tenha sido revisto para baixo; pelo contrário, a Indaqua tem realizado aquisições que sustentam uma valorização estável ou crescente.
Interesse dos grandes fundos de infraestrutura
Este é um negócio com potencial para atrair o interesse dos grandes fundos de infraestrutura, dada a relevância da Indaqua em Portugal e os elevados valores que se esperam, prometendo ser um dos maiores negócios em destaque para este ano.
Perfil do potencial comprador
Segundo nossas fontes, o potencial comprador da Indaqua deverá ser alguém com conhecimento dos mercados regulados, mas atuando na lógica de private equity, uma vez que para alcançar aqueles valores não podem ser apenas as concessões atuais.
Início do processo de alienação
A Antin Infrastructure Partners, uma empresa francesa especializada na gestão de fundos de private equity focada em investimentos em infraestrutura, iniciou o processo de alienação da Indaqua ao contratar os assessores financeiros Société Générale e Citi no final do ano passado.
Negociações do Equitix e a falha na aquisição
Em 2023, o fundo britânico Equitix, especializado no setor de infraestrutura, esteve em negociações exclusivas para adquirir a Indaqua da Antin por um valor aproximado de oitocentos milhões de euros. Contudo, a operação não se concretizou após o Equitix não conseguir angariar o capital necessário para atender ao montante pedido pelo vendedor.
Expansão internacional da Indaqua
A Indaqua, sob a liderança de Pedro Perdigão, tem demonstrado dinamismo com sua recente expansão internacional. Em fevereiro deste ano, a empresa portuguesa finalizou a aquisição da espanhola Hidrogestión à Cobra IS, uma subsidiária do grupo Vinci. O valor dessa aquisição não foi divulgado, e ocorreu apenas dois anos após sua primeira entrada no mercado espanhol de abastecimento de água, com a compra da Fusosa.
Financiamento para crescimento futuro
Em setembro de 2025, a Indaqua garantiu um financiamento de 358 milhões de euros junto da Schroders Capital e do Santander, destinado a reforçar sua estrutura de capital e apoiar seu crescimento futuro.
Contratos em Angola
Em janeiro de 2026, a empresa liderada por Pedro Perdigão expandiu seu portfólio internacional ao assinar dois contratos de gestão em Angola, avaliados em 10 milhões de euros.
Controle da Indaqua pelo fundo Antin
A Indaqua tem sido controlada pelo fundo Antin desde 2020, quando este adquiriu a empresa da Bridgepoint, que anteriormente havia adquirido a Indaqua da Miya/Arison Group.
