Carneiro acredita que Luís Neves representará uma figura influente em Administração instável
Nomeação de Luís Neves como Ministro da Administração Interna O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou hoje que Luís Neves, o novo ministro da Administração Interna, será “uma personalidade forte” num “Governo frágil”, revelando ter “a melhor das impressões” sobre o ex-Diretor Nacional da PJ. José Luís Carneiro expressou: “Tenho a melhor das impressões…
Nomeação de Luís Neves como Ministro da Administração Interna
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou hoje que Luís Neves, o novo ministro da Administração Interna, será “uma personalidade forte” num “Governo frágil”, revelando ter “a melhor das impressões” sobre o ex-Diretor Nacional da PJ.
José Luís Carneiro expressou: “Tenho a melhor das impressões do doutor Luís Neves. Um excelente profissional a quem quero desejar as maiores felicidades. É uma personalidade forte num Governo, apesar de tudo, frágil. Espero que ele seja bem-sucedido no ministério, que é um dos ministérios mais importantes das funções de soberania,” à entrada de uma reunião do Conselho Estratégico do PS, num hotel do Porto.
Em relação às conhecidas posições de Luís Neves sobre a separação dos fenómenos da insegurança e imigração, o antigo ministro da Administração Interna destacou que “pode ser que o senhor ministro da Presidência [António Leitão Amaro] possa aprender qualquer coisa com o senhor doutor Luís Neves.”
O líder do PS acrescentou que o ex-Diretor Nacional da PJ poderá “demonstrar, primeiro, que não há qualquer relação entre imigração e segurança”, considerando que essa “é a primeira constatação objetiva, factual, que certamente poderá ser agora demonstrada por parte do novo Ministro da Administração Interna.”
“Em segundo lugar, para ter uma abordagem sobre o Sistema de Segurança Interna que salvaguarde o interesse do Estado. Eu diria que o doutor Luís Neves leva para o Governo uma cultura de serviço do Estado,” avaliou José Luís Carneiro, desejando que o Governo “seja capaz de acolher e de integrar essa cultura de Estado.”
O líder socialista também solicitou que “não se ande para trás no esforço que foi feito de desenvolvimento do Sistema de Segurança Interna, que o Dr. Luís Neves bem conhece”, o qual vem desde “os atentados terroristas e que foi depois consolidado com a Lei de Segurança Interna de 2008” e que “tem dado provas em momentos cruciais da vida do país”, como na Jornada Mundial da Juventude de 2023.
“Aquilo que eu desejo é que essa experiência política – política no sentido do Estado – essa experiência profissional – é um excelente profissional – que possa agora contribuir para um Governo com outro sentido de Estado que não tem tido, infelizmente, ao longo dos últimos dois anos,” observou.
O Conselho Estratégico do PS está reunido à porta fechada num hotel do Porto, com a política industrial como tema, contando com a participação do ex-Governador do Banco de Portugal Mário Centeno, que à entrada não quis prestar declarações aos jornalistas.
Nomeação Oficial
O Presidente da República aceitou a proposta do primeiro-ministro de nomear Luís Neves para as funções de ministro da Administração Interna, em substituição de Maria Lúcia Amaral.
“A posse terá lugar na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro, pelas 10:00, no Palácio de Belém,” lê-se na nota divulgada pela Presidência da República.
Luís Neves, diretor nacional da Polícia Judiciária desde 2018, é licenciado em Direito e ingressou na PJ em 1995, após uma breve passagem pela advocacia.
Na PJ, Luís Neves esteve sempre ligado à investigação criminal, especialmente na esfera do crime violento e organizado, terrorismo e todas as formas de extremismo violento, rapto, sequestro, tomada de reféns, assalto à mão armada, tráfico de armas, tráfico de seres humanos, crimes cometidos com recurso a engenhos explosivos e crimes contra órgãos de soberania.
Antes, foi diretor da Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT) e da extinta Direção Central de Combate ao Banditismo (DCCB).
Luís Neves irá substituir Maria Lúcia Amaral, ex-Provedora de Justiça, que se demitiu das funções de ministra da Administração Interna no passado dia 10.
