Venezuela: Autoridades divulgam diálogos preliminares com os EUA para retomar vínculos diplomáticos

Venezuela: Autoridades divulgam diálogos preliminares com os EUA para retomar vínculos diplomáticos

O Governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, no poder desde a detenção de Nicolás Maduro pelos EUA, a 3 de janeiro, decidiu iniciar “um processo diplomático exploratório com o Governo dos Estados Unidos, visando restabelecer os laços diplomáticos entre os dois países.” Conversas Exploratórias entre Venezuela e EUA A Venezuela anunciou, esta sexta-feira, “conversações exploratórias”



O Governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, no poder desde a detenção de Nicolás Maduro pelos EUA, a 3 de janeiro, decidiu iniciar “um processo diplomático exploratório com o Governo dos Estados Unidos, visando restabelecer os laços diplomáticos entre os dois países.”

Conversas Exploratórias entre Venezuela e EUA

A Venezuela anunciou, esta sexta-feira, “conversações exploratórias” com os Estados Unidos para restabelecer relações diplomáticas entre os dois países, cortadas desde 2019, segundo um comunicado do ministro dos Negócios Estrangeiros, Yvan Gil.

O Governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, no poder desde a detenção de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, a 3 de janeiro deste ano, “decidiu iniciar um processo diplomático exploratório com o Governo dos Estados Unidos, visando restabelecer os laços diplomáticos entre os dois países”, refere o comunicado.

Tais conversações destinam-se também a “abordar as consequências derivadas do ataque [norte-americano à Venezuela] e do sequestro” de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, “bem como a discutir uma agenda de trabalho de interesse mútuo”, referia-se ainda na nota.

Yvan Gil confirmou que uma delegação de diplomatas norte-americanos esteve hoje em Caracas para equacionar a reabertura das embaixadas dos respetivos países.

Um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano tinha anteriormente indicado que uma equipa formada por funcionários diplomáticos e de segurança da Unidade de Negócios Estrangeiros na Venezuela, incluindo o encarregado de negócios desse gabinete, John McNamara, tinha viajado para a capital venezuelana.

“Eles deslocaram-se a Caracas para efetuar uma avaliação inicial com vista a uma retomada gradual das operações” diplomáticas norte-americanas na Venezuela, afirmou.

Num comunicado, o chefe da diplomacia venezuelana avançou que a Venezuela também enviará uma delegação a Washington “para realizar as tarefas correspondentes”, mas não especificou quando.

Contudo, sublinhou que, como afirmou a Presidente interina, “a Venezuela lidará com a agressão por meio de canais diplomáticos, convicta de que é esse o caminho legítimo para a defesa da soberania, a reposição do Direito Internacional e a preservação da paz”.

Neste contexto, Gil reiterou a “condenação internacional de a Venezuela ter sido vítima de uma agressão criminosa, ilegítima e ilegal contra o seu território e o seu povo, ação que resultou na morte de mais de uma centena de civis e militares que, em defesa da pátria, foram assassinados em flagrante violação do Direito Internacional”.

Reconhecimento da Vitória Eleitoral de 2024

Venezuela: Candidato da oposição pede reconhecimento explícito da vitória eleitoral de 2024

O líder da oposição venezuelana, Edmundo González Urrutia, exilado em Espanha, pediu, esta sexta-feira, o reconhecimento explícito da sua vitória nas presidenciais de 2024, oficialmente atribuídas a Nicolás Maduro.

Segundo um comunicado da sua equipa, González Urrutia defendeu, numa conversa telefónica com o chefe de Governo espanhol, Pedro Sánchez, que “a reconstrução democrática na Venezuela depende do reconhecimento explícito dos resultados das eleições de 28 de julho de 2024”.

Procurado por um mandado de detenção emitido pelas autoridades venezuelanas, González Urrutia abandonou o país em setembro de 2024 e fixou-se em Espanha, onde vive uma numerosa comunidade venezuelana.

A oposição, que divulgou atas de votação consideradas fraudulentas pelo Governo em Caracas, sustenta que González Urrutia foi o legítimo vencedor do sufrágio presidencial.

De acordo com o mesmo comunicado, o opositor afirmou ainda que “as transições políticas genuínas são complexas e não podem ser reduzidas a gestos parciais”.

Esta sexta-feira, González Urrutia declarou-se “profundamente feliz” com a libertação recente de vários presos políticos, mas avisou, no encontro com Sánchez, contra liberdades “selectivas”, que classificou como possíveis “gestos táticos”.

O opositor sublinhou que muitos presos políticos “continuam detidos” e que essas liberdades não substituem “a restauração plena dos direitos” nem o reconhecimento do mandato democrático que disse ter recebido, a par de María Corina Machado, prêmio Nobel da Paz 2025 e sua antecessora como candidata presidencial.


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