Detentos na operação PJ aproveitaram a “fragilidade” de imigrantes – PPulse
Informação Divulgada A informação foi divulgada em um comunicado do Ministério Público (MP) publicado no site da Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que lidera a investigação com a assistência da Unidade Nacional Contra o Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ). Atividades dos Suspeitos A investigação foca nas atividades dos suspeitos, que exploraram a…
Informação Divulgada
A informação foi divulgada em um comunicado do Ministério Público (MP) publicado no site da Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que lidera a investigação com a assistência da Unidade Nacional Contra o Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ).
Atividades dos Suspeitos
A investigação foca nas atividades dos suspeitos, que exploraram a frágil situação (documental, social e econômica) de cidadãos de países terceiros, a maioria indocumentados, para obter vantagens econômicas substanciais.
Condições de Trabalho
De acordo com o MP, esses cidadãos estavam “dispostos a trabalhar sem contrato formal” e recebiam “salários abaixo das taxas de mercado para os empregos” em “setores intensivos em mão de obra, como a agricultura”.
Práticas Abusivas
“Nesse contexto, os suspeitos não pagaram os montantes prometidos, deduzindo arbitrariamente somas para acomodação, transporte, água, eletricidade e documentação”, destacou.
Envolvimento de Elementos das Forças de Segurança
Entre os suspeitos estão elementos das forças de segurança, observou o MP, afirmando que esses indivíduos, “em troca de compensação econômica, fora de suas funções profissionais e violando as obrigações exigidas por sua função pública, exerceram controle e vigilância sobre trabalhadores estrangeiros.”
Ameaças aos Cidadãos
O MP enfatizou ainda que esses suspeitos ameaçaram esses cidadãos, fazendo-os acreditar que reclamar às autoridades não seria uma opção viável para enfrentar os abusos que sofriam.
Operação “Safra Justa”
A operação, denominada “Safra justa”, envolveu a execução de cerca de 50 mandados de busca e 17 mandados de prisão em Beja, Portalegre, Figueira da Foz e Porto.
Possíveis Crimes Investigados
“Os fatos investigados potencialmente configuram o crime de auxílio à imigração ilegal, tráfico de pessoas, corrupção ativa e passiva, e abuso de poder”, acrescentou o comunicado.
Crimes Adicionais
A PJ também comunicou que a investigação envolve crimes de auxílio à imigração ilegal, falsificação, fraude fiscal e lavagem de dinheiro.
Prisão dos Suspeitos
Uma fonte policial revelou à agência Lusa que um total de 17 pessoas foram presas — aquelas abrangidas pelos mandados — incluindo 10 militares da GNR em Beja, um agente da PSP e seis civis.
Informações sobre os Trabalhadores Imigrantes
“Nem todas as prisões ocorreram na área de Beja,” mencionou a fonte, observando que a maioria dos trabalhadores imigrantes vitimizados pela rede é de origem indo-ariana.
Investigação em Andamento
Uma fonte policial disse à Lusa que, seguindo a operação, investigações estão sendo conduzidas na Base Aérea N.º 11 em Beja.
Organização Criminal Exposta
A declaração da PJ revelou que o problema envolve uma organização criminosa que controla centenas de trabalhadores estrangeiros, a maioria em situação irregular em Portugal.
