Subornos constituem 60% dos casos de impropriedade, afirma o procurador-chefe da Rússia

Subornos constituem 60% dos casos de impropriedade, afirma o procurador-chefe da Rússia

Subornos e Corrupção na Rússia “Nos delitos relacionados com a corrupção, os subornos representam 60%. O valor médio de um suborno nos casos identificados está em torno de um milhão de rublos (11.200 euros)”, declarou o procurador-geral da Rússia, em uma entrevista à agência de notícias oficial russa TASS. O pagamento de subornos, cujo valor…

Subornos e Corrupção na Rússia

“Nos delitos relacionados com a corrupção, os subornos representam 60%. O valor médio de um suborno nos casos identificados está em torno de um milhão de rublos (11.200 euros)”, declarou o procurador-geral da Rússia, em uma entrevista à agência de notícias oficial russa TASS.

O pagamento de subornos, cujo valor médio é de um milhão de rublos (11.200 euros), compõe mais da metade dos casos de corrupção, aproximadamente 60%, conforme informou hoje o procurador-geral da Rússia, Alexander Gutsan.

“Nos delitos relativos à corrupção, os subornos correspondem a 60%. O valor médio de um suborno nos casos identificados é de cerca de um milhão de rublos”, destacou o responsável, em entrevista à TASS.

De acordo com Gutsan, o mais comum é que os subornos sejam oferecidos ou recebidos em dinheiro, porém “não são poucos os casos em que subornos são dados na forma de presentes de alto valor, como automóveis, relógios e joias”.

“Houve situações em que os subornos foram oferecidos na forma de diversos serviços, descontos, pagamentos de viagens turísticas, reformas em casas e construção de imóveis”, acrescentou.

Entre os casos mais incomuns, o procurador-geral mencionou que foram identificados subornos em formas como “uma cadeira de massagem cara, um refrigerador de vinhos e até mesmo um colchão ortopédico”, observando que isso não é surpreendente, já que “o meio do suborno pode ser qualquer coisa que tenha demanda em um determinado momento”.

Gutsan informou que o número de crimes de corrupção detectados na Rússia este ano superou a média dos últimos cinco anos, com mais de 36 mil casos, resultando em processos criminais instaurados contra 17 mil indivíduos.

“Só é possível avaliar parcialmente a realidade da corrupção e a eficácia das medidas adotadas, (…) devido à alta latência da corrupção e à impossibilidade de determinar a proporção entre os casos ocultos e os descobertos”, reconheceu.

Entretanto, o procurador-geral expressou otimismo, enfatizando que “a locomotiva da luta contra a corrupção atingiu a velocidade necessária e não tem a intenção de parar”, afirmando que “sem dúvida, os mecanismos de detecção de bens adquiridos ilegalmente estão sendo aprimorados”.

Alexander Gutsan acrescentou que os procuradores já receberam as respectivas instruções, sabem “o que” e “como” fazer, e que o trabalho nesse sentido seguirá em frente.

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