Não há conquistas quando os que laboram não conseguem arcar com moradia e contas.

Não há conquistas quando os que laboram não conseguem arcar com moradia e contas.

Declaração da candidata do Bloco de Esquerda “A política deve ser sobre as vidas sérias das pessoas e o que precisa ser dito é que não há sucesso na economia quando os trabalhadores não conseguem pagar suas casas, contas de farmácia ou recibos de supermercado,” afirmou a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda durante a…

Declaração da candidata do Bloco de Esquerda

“A política deve ser sobre as vidas sérias das pessoas e o que precisa ser dito é que não há sucesso na economia quando os trabalhadores não conseguem pagar suas casas, contas de farmácia ou recibos de supermercado,” afirmou a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda durante a apresentação de António Pinho Vargas como seu representante nacional para as eleições presidenciais em janeiro.

Portugal reconhecido pela sua economia

A revista britânica “The Economist” declarou Portugal “economia do ano” em 2025, substituindo a Espanha, que havia vencido no ano anterior e agora caiu para o quarto lugar.

Crítica à visão da economia

“Precisamos entender por que eles acharam que Portugal era a economia do ano. Há algumas razões que considero bizarras. Um dos argumentos é que o mercado de ações está indo bem. Tenho certeza de que neste país eles pensaram que, se o mercado de ações está indo bem, então tudo está tranquilo,” ela apontou.

Ela continuou: “Outro argumento é que muitos estrangeiros ricos gostam de se mudar para Portugal porque pagam menos impostos aqui. As pessoas pensam que, se os estrangeiros ricos estão felizes, então tudo está tranquilo,” explicou.

Medidas da qualidade da economia

Para a ex-coordenadora do BE, “o que precisa ser dito é que a qualidade da economia é medida pela qualidade dos salários, das pensões, da qualidade dos serviços públicos e da qualidade dos empregos.”

Críticas ao governo atual

Catarina Martins também criticou o governo de Luís Montenegro: “Quando temos um governo que se deslumbrado com o sucesso da economia do ano para o estrangeiro rico que paga poucos impostos ou para o mercado de ações em alta, é exatamente o momento em que precisamos de um presidente que afirme que o sucesso da economia só é medido se aqueles que recebem salários e pensões conseguem pagar pelas casas, farmácias e mantimentos,” afirmou.

Convocação para greves

A MEP também lembrou da greve geral prevista para quinta-feira e uma segunda greve no setor público na sexta: “uma greve geral é uma coisa muito séria, não vista desde 2013. Não é algo que os sindicatos agendam levemente, nem os trabalhadores fazem isso levemente,” afirmou.

Propostas para a campanha eleitoral

Sobre a atual campanha eleitoral, Catarina Martins criticou seus opositores e fez uma sugestão: “Há uma corrida para ver quem é o mais moderado, quem pode dizer a coisa mais chocante para chamar atenção. Eu proponho outra fórmula: vamos tornar esta campanha uma luta por um país decente,” disse.

Sobre seu representante

Quanto ao seu representante, a candidata a Belém destacou a amizade que os une, com António Pinho Vargas explicando por que aceitou o convite para ser representante de Catarina Martins: “Aceitei o convite porque há momentos em que temos que sair do conforto do sofá,” disse.

Para o músico, que enfatizou que seria “mais fácil” para ele estar tocando piano, Catarina Martins “tem a grande vantagem de não ter medo de defender ideias esquerdistas” e trouxe tópicos únicos para o debate político: “Foi a primeira vez que ouvi em qualquer eleição, em qualquer debate presidencial, municipal ou legislativo, alguém falar sobre arte e cultura, especialmente com André Ventura,” disse, lembrando do debate entre Catarina Martins e o candidato apoiado pelo Chega.

Próximas eleições presidenciais

As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.

Além de Catarina Martins, outros candidatos anunciados para as eleições presidenciais incluem André Ventura (apoiado pelo Chega), Cotrim Figueiredo (apoiado pelo IL), António José Seguro (apoiado pelo PS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD), e Henrique Gouveia e Melo.

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