Mulher portuguesa desmembrada em Luxemburgo: Promotor solicita pena perpétua para suspeito – PPulse
O julgamento relacionado ao assassinato de Diana Santos, uma mulher portuguesa de 40 anos cujo corpo foi desmembrado no Luxemburgo, foi concluído na última sexta-feira. O Ministério Público luxemburguês demandou a pena máxima para o principal acusado, embora não o único, envolvido no homicídio: prisão perpétua. Said Banhakeia ocupou o banco dos réus durante o…
O julgamento relacionado ao assassinato de Diana Santos, uma mulher portuguesa de 40 anos cujo corpo foi desmembrado no Luxemburgo, foi concluído na última sexta-feira. O Ministério Público luxemburguês demandou a pena máxima para o principal acusado, embora não o único, envolvido no homicídio: prisão perpétua.
Said Banhakeia ocupou o banco dos réus durante o julgamento, que durou duas semanas. Em duas ocasiões diferentes, o marroquino de 51 anos afirmou ao juiz que não matou Diana Santos. Ele declarou que “apenas” ajudou seu sobrinho Gibran, supostamente marido da mulher por meio de um casamento arranjado, a desmembrá-la e ocultar o corpo.
O verdadeiro assassino, ele argumentou, é Gibran.
Ministério Público Pede a Pena de Prisão Perpétua Sem Liberdade Condicional
Na sexta-feira, durante a quarta e última sessão do julgamento, nas alegações finais da acusação, o promotor recordou o testemunho do psiquiatra prestado em tribunal. O profissional descreveu Said como uma pessoa “sem empatia”, apesar de não apresentar sinais de qualquer doença mental, e como “manipulador”.
Durante a intervenção de noventa minutos, o promotor descreveu a relação entre Said e Diana como “violenta”, afirmando que o marroquino queria que Diana terminasse seu relacionamento com seu então namorado, Pedro, supostamente tendo falado com ambos para pôr fim à relação.
A acusação sustentou que Said teve um acesso de ciúmes por ser “muito possessivo”, levando-o a cometer o crime: “Said tinha um motivo claro e bem definido. Para ele, o relacionamento de Diana com Pedro era insuportável.”
Ao longo do julgamento, Said manteve que Gibran foi quem matou Diana, mas o promotor observou que a situação era diferente, uma vez que o homem mais jovem estava envolvido com outra mulher.
A teoria de que Gibran matou Diana por causa de uma disputa financeira relacionada ao casamento arranjado foi mencionada apenas por Said.
“Foi Said quem matou Diana,” concluiu o promotor, enfatizando que tudo foi “organizado, premeditado e bem planejado.”
Considerando os crimes de homicídio e mutilação de um cadáver, o Ministério Público solicitou ao painel de juízes que condenasse Said à prisão perpétua sem a possibilidade de liberdade condicional – a pena máxima no Luxemburgo.
Defesa Mantém que Gibran Matou Diana e Said Ajudou a Ocultar o Crime
Em contrapartida, a defesa, falando por duas horas, argumentou que este “não foi um crime passional.” Tanto Diana quanto Said tiveram relacionamentos múltiplos, afirmou o advogado, sustentando que se o ciúme tivesse motivado o crime, os alvos teriam sido os homens envolvidos com Diana, e não ela.
Sobre o casamento arranjado, o advogado confirmou que Diana e Gibran de fato se casaram em 14 de julho de 2022, em troca de uma quantia substancial de dinheiro para que o marroquino pudesse obter documentos para residir no país.
“O casamento era de interesse absoluto e exclusivo de Gibran,” destacou o advogado, afirmando que Said não tinha conexão com o acordo.
A defesa sustentou que o verdadeiro assassino é Gibran e que, se não fosse, o homem não teria fugido para o Marrocos “para buscar proteção.” A defesa chegou a argumentar que se Gibran fosse extraditado para o Luxemburgo, ele confessaria os crimes.
A sentença do julgamento será anunciada apenas no próximo ano, em 5 de fevereiro.
É lembrado que o corpo de Diana Santos foi encontrado desmembrado e decapitado em um prédio abandonado em Mont-Saint-Martin, na fronteira com a França, em 19 de setembro de 2022. Um mês e meio depois, outra parte do corpo da mulher portuguesa foi encontrada em Temmels, na fronteira com a Alemanha, em 1º de novembro do mesmo ano. Diana acredita-se que tenha sido assassinada na casa onde vivia com Gibran.
