Marcelo observa “com alegria” a resistência ao plano de “paz a preço de rendição” – PPulse

Marcelo observa “com alegria” a resistência ao plano de “paz a preço de rendição” – PPulse

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa “I estou satisfeito por ver que a Europa, e muitos líderes europeus, consideram esse plano inaceitável. Estou satisfeito por ver que o Alto Representante [da União] considera isso, que alguns políticos de vários países consideram isso,” afirmou Marcelo Rebelo de Sousa à imprensa ao final de uma visita de

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa

“I estou satisfeito por ver que a Europa, e muitos líderes europeus, consideram esse plano inaceitável. Estou satisfeito por ver que o Alto Representante [da União] considera isso, que alguns políticos de vários países consideram isso,” afirmou Marcelo Rebelo de Sousa à imprensa ao final de uma visita de estado a Mônaco.

O chefe de estado especificou que vê “com prazer” a oposição da Europa ao plano de paz apresentado por Washington, pois isso significaria desconsiderar as posições sustentadas durante mais de três anos de conflito e “seria um precedente muito sério.”

“Não podemos abandonar a Ucrânia, não podemos deixar a Ucrânia, que foi invadida, tornar-se uma invasora, e não podemos subitamente descartar as posições defendidas por três anos perante o povo ucraniano e o estado ucraniano. Ninguém entenderia, seria um precedente muito sério,” declarou.

Paz à custa da rendição?

Questionado se o plano de paz americano constitui uma traição, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu, “Não, não é traição,” focando-se, em vez disso, na posição da Europa.

“O que eu acredito é que, da parte da Europa e dos países europeus que sempre expressaram sua solidariedade, querer paz é uma coisa, querer paz a custo da rendição da Ucrânia é outra coisa,” concluiu.

Críticas ao plano dos EUA

Hoje, o Ministro das Relações Exteriores, Paulo Rangel, também criticou a proposta apresentada pelos Estados Unidos para acabar com a guerra na Ucrânia por ter sido feita sem consultar primeiro as autoridades de Kyiv.

Essa proposta “deveria ter resultado de uma audição prévia da Ucrânia, que não foi feita. Esse é um aspecto que, claro, criticamos,” disse o chefe da diplomacia portuguesa.

Resposta da Ucrânia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky declarou hoje que se recusa a trair a nação e anunciou que apresentará alternativas ao plano dos Estados Unidos para o conflito com a Rússia, que envolve concessões territoriais a Moscovo.

“Apresentarei argumentos, persuadirei e proponho alternativas,” disse o líder ucraniano em uma declaração em vídeo à nação, enfatizando que não trairá seu país.

Volodymyr Zelensky alertou que este “é um dos momentos mais difíceis e mais pressionados” na história da Ucrânia, enfrentando “escolhas muito difíceis” em relação à proposta de 28 pontos de seu homólogo americano, Donald Trump, recebida por Kyiv na quinta-feira.

“Ou perde sua dignidade ou arrisca perder um aliado chave,” declarou, referindo-se aos Estados Unidos, e acrescentou: “Ou 28 pontos difíceis ou um inverno extremamente difícil.”

Demandas russas

O plano da Casa Branca (presidência dos EUA) corresponde às principais demandas da Rússia, ao estipular que Kyiv retire suas forças das áreas que ainda controla no Donbass, uma região no leste do país que inclui as províncias de Lugansk e Donetsk, uma redução substancial de suas forças militares e a renúncia à adesão à NATO, em troca de garantias de segurança para evitar uma nova agressão russa.

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