Israel e a ajuda humanitária Israel ofereceu-se para transferir a ajuda por canais seguros, mas considera a missão uma provocação inaceitável. Vários países protestaram contra a detenção de seus cidadãos. Interdição da Flotilha As forças militares israelitas pararam 14 barcos que transportavam ativistas estrangeiros e ajuda humanitária com destino a Gaza, de acordo com os
Israel e a ajuda humanitária
Israel ofereceu-se para transferir a ajuda por canais seguros, mas considera a missão uma provocação inaceitável. Vários países protestaram contra a detenção de seus cidadãos.
Interdição da Flotilha
As forças militares israelitas pararam 14 barcos que transportavam ativistas estrangeiros e ajuda humanitária com destino a Gaza, de acordo com os organizadores da flotilha. Contudo, 23 barcos continuam a navegar em direção ao enclave palestiniano, conforme o sistema de rastreamento da organização. Um vídeo do Ministério das Relações Exteriores de Israel mostra a ativista climática sueca Greta Thunberg sentada num convés cercada por soldados, situação pela qual ela já havia passado antes.
Detenção e Reações
“Vários navios da flotilha Hamas-Sumud foram interceptados com segurança e seus passageiros estão sendo transferidos para um porto israelita”, disse o Ministério das Relações Exteriores de Israel. “Greta e seus amigos estão seguros e saudáveis.” A Flotilha Global Sumud era composta por mais de 40 barcos civis com cerca de 500 parlamentares, advogados e ativistas, incluindo três portugueses. Vários deles divulgaram mensagens individuais exibindo seus passaportes, alegando terem sido sequestrados e levados para Israel contra sua vontade.
Protestos Internacionais
Com a Turquia, Espanha e Itália enviando barcos ou drones para auxiliar seus cidadãos, a comunidade internacional acompanhou de perto o desenvolvimento da situação. O Ministério das Relações Exteriores da Turquia qualificou o “ataque” de Israel à flotilha como “um ato de terror” que colocou em risco a vida de civis inocentes. O gabinete do Procurador-Geral de Istambul anunciou uma investigação sobre a detenção de 24 cidadãos turcos a bordo dos navios da flotilha, considerando a possibilidade de avançar com acusações de privação de liberdade, apreensão de veículos de transporte e danos à propriedade, conforme noticiou a agência de notícias estatal turca Anadolu.
Ação da Colômbia
O presidente colombiano, Gustavo Petro, ordenou a expulsão de toda a delegação diplomática de Israel na quarta-feira, após a detenção de dois colombianos na flotilha. Israel não possui um embaixador na Colômbia desde o ano passado. Citado pela agência Reuters, Petro considerou as detenções como um potencial “novo crime internacional” do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e exigiu a libertação dos colombianos, além de ter suspendido um acordo de livre comércio da Colômbia com Israel.
Reação da Malásia
O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, condenou a interceptação da flotilha por Israel, destacando que as forças israelitas detiveram oito malaios. “Ao bloquear uma missão humanitária, Israel demonstrou total desprezo não apenas pelos direitos do povo palestiniano, mas também pela consciência do mundo”, declarou Anwar em um comunicado.
Protestos na Itália
A interceptação da flotilha por Israel provocou protestos na Itália, com sindicatos italianos convocando uma greve geral para a sexta-feira em solidariedade com a flotilha de ajuda internacional.
Aviso da Marinha de Israel
A Marinha de Israel já havia alertado a flotilha sobre sua aproximação de uma zona de combate ativa e a violação de um bloqueio legal, pedindo aos organizadores que alterassem o rumo, o que não estava nos planos desde o início. Israel ofereceu-se para transferir qualquer ajuda pacificamente através de canais seguros para Gaza. Os barcos estavam a cerca de 70 milhas náuticas do enclave quando foram interceptados.

















Leave a Comment
Your email address will not be published. Required fields are marked with *