Hungria celebra a decisão que exclui utilização de capitais russos
Decisão da UE e a Posição da Hungria O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou que a decisão da União Europeia de afastar o uso de ativos russos congelados evitou o risco imediato de guerra na Europa. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, elogiou hoje o papel de Budapeste na decisão da União Europeia que afastou…
Decisão da UE e a Posição da Hungria
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou que a decisão da União Europeia de afastar o uso de ativos russos congelados evitou o risco imediato de guerra na Europa.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, elogiou hoje o papel de Budapeste na decisão da União Europeia que afastou a utilização de ativos russos congelados para financiar a Ucrânia.
Orbán declarou que a decisão da União Europeia que afastou o uso de ativos russos congelados evitou o risco imediato de guerra na Europa.
“Passámos por uma noite longa e desafiante”, afirmou Orbán após uma cimeira prolongada em Bruxelas, na Bélgica, onde os líderes da União Europeia decidiram abandonar a opção em favor de um empréstimo de 90 mil milhões de euros para sustentar a economia ucraniana nos próximos anos.
A União Europeia (UE) concordou em financiar a Ucrânia com 90 mil milhões de euros em 2026 e 2027 por meio da emissão de dívida com recursos do orçamento comunitário, deixando de lado, por ora, o plano inicial de recorrer a ativos russos congelados.
Embora o objetivo principal fosse garantir o empréstimo utilizando os recursos advindos do vencimento de ativos russos congelados, como defendia a Comissão Europeia, os líderes optaram pela emissão de dívida comum.
A decisão foi influenciada, sobretudo, pelas objeções da Bélgica, país onde está depositada a maior parte desses ativos, avaliados em 185 mil milhões de euros.
A Hungria também rejeitou o plano quanto ao uso de fundos russos.
Em uma mensagem divulgada nas redes sociais, Orbán reiterou que a Hungria não permitiu que a Europa declarasse guerra à Rússia utilizando ativos russos.
Para o primeiro-ministro húngaro, o plano teria envolvido a Europa em uma guerra e imposto um “pesado fardo financeiro à Hungria”, acrescentou Orbán.
O primeiro-ministro enfatizou a cooperação entre a Hungria, a Eslováquia e a República Checa, que, segundo ele, decidiram não se envolver na guerra.
“A má notícia é que os preparativos para a guerra continuam em Bruxelas. A Hungria permanece como a voz da paz na Europa e não permitirá que o dinheiro dos contribuintes húngaros seja usado para financiar a Ucrânia. Apenas um governo de patriotas pode garantir a paz e assegurar que os fundos húngaros não sejam enviados para a Ucrânia”, afirmou.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia, e lançou uma ofensiva em grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.
