Desfile militar polêmico marca o início das celebrações do cinquentenário.

Desfile militar polêmico marca o início das celebrações do cinquentenário.

A cerimônia e suas características A cerimônia, assistida pelo Partido Socialista (PS) entre os partidos de esquerda, começou às 08:57 com o Hino Nacional tocado pela Banda da Força Aérea e uma salva de 21 tiros realizada pelo Navio da Marinha Portuguesa (NRP) Figueira da Foz, posicionado no Rio Tejo. Falta de participação de outros

A cerimônia e suas características

A cerimônia, assistida pelo Partido Socialista (PS) entre os partidos de esquerda, começou às 08:57 com o Hino Nacional tocado pela Banda da Força Aérea e uma salva de 21 tiros realizada pelo Navio da Marinha Portuguesa (NRP) Figueira da Foz, posicionado no Rio Tejo.

Falta de participação de outros partidos

Entre os partidos de esquerda, apenas o PS esteve presente; os demais indicaram que não tinham a intenção de participar do desfile, criticando as celebrações organizadas pelo Governo, que consideraram uma distorção histórica que diminui o 25 de Abril.

Participação do Presidente da República

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que presidiu o desfile, fez a revisão das tropas em formação no centro da praça, compostas pelos três ramos das Forças Armadas, antes de participar de uma cerimônia em homenagem aos mortos em combate, que incluiu um sobrevoo de quatro caças F-16 e um minuto de silêncio.

Autoridades presentes

Estiveram presentes na cerimônia o Primeiro-Ministro Luís Montenegro, o Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e vários oficiais do governo, incluindo os Ministros da Defesa, Finanças, Administração Interna, Justiça, Saúde e Agricultura e Pescas.

Discurso do Tenente-General

Em um discurso durante este desfile militar, o Tenente-General Alípio Tomé Pinto, que lidera a comissão governamental para as celebrações do 50º aniversário de 25 de Novembro, abordou a polêmica enfatizando que esta data “foi esquecida, contestada por alguns, mas lembrada por muitos com alegria e reconhecimento por concretizar os objetivos prometidos de 25 de Abril.”

Reflexões sobre a história

O tenente-general observou que após 11 de março de 1975, “um caminho preocupante foi tomado,” levando a “indisciplina social, medo, nacionalizações,” a “ocupaçãode empresas e lares,” ou pessoas fugindo.

Restauração da democracia

Alípio Tomé Pinto afirmou que, com 25 de Novembro, o caminho para uma democracia parlamentar europeia foi restaurado, criando condições para a adesão à Comunidade Econômica Europeia (CEE) e, com sucesso, “normalizando a vida econômica e financeira,” “assegurando a política autônoma das regiões insulares,” e “estabilizando as Forças Armadas.”

Importância de Abril e Novembro

“Abril 25 e Novembro 25 não pertencem a ninguém; pertencem ao povo que, em um voto livre e seguro, elegeu seus representantes e atribuiu a eles a responsabilidade de criar condições de segurança e confiança para salvaguardar os direitos, liberdades e garantias constitucionais,” afirmou.

Encerramento do desfile

Após estes discursos, o desfile exibiu unidades aéreas e motorizadas, encerrando pouco antes das 10:00.

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