Delitos da Operação Marquis podem prescrever já no início de 2026.

Delitos da Operação Marquis podem prescrever já no início de 2026.

Decisão do tribunal A decisão de hoje adiou o julgamento da Operação Marquês até, pelo menos, 4 de dezembro, para que José Sócrates possa nomear um novo advogado. A juíza presidente, Susana Seca, acompanhou o adiamento com um aviso sobre o “risco de prescrição criminosa iminente”, sem especificar quais ofensas estavam envolvidas. Esclarecimentos do tribunal

Decisão do tribunal

A decisão de hoje adiou o julgamento da Operação Marquês até, pelo menos, 4 de dezembro, para que José Sócrates possa nomear um novo advogado. A juíza presidente, Susana Seca, acompanhou o adiamento com um aviso sobre o “risco de prescrição criminosa iminente”, sem especificar quais ofensas estavam envolvidas.

Esclarecimentos do tribunal

O tribunal, através do Conselho Superior da Magistratura, esclareceu que “os crimes que potencialmente podem prescrever até o primeiro semestre de 2026 são corrupção ativa e passiva”, vinculados ao capítulo da acusação sobre o grupo Vale do Lobo e os empréstimos concedidos pelo CGD.

Réus envolvidos

De acordo com o Ministério Público e o julgamento do Tribunal da Relação de Lisboa que confirmou o julgamento, quatro réus enfrentam essas acusações: José Sócrates e o ex-administrador do banco público Armando Vara por corrupção passiva de funcionário político, e os ex-administradores de desenvolvimento de luxo Rui Horta e Costa e José Diogo Gaspar Ferreira por corrupção ativa de funcionário político.

Acusações de suborno

A acusação sustenta que o ex-primeiro-ministro (2005-2011) José Sócrates e Armando Vara foram supostamente subornados em um total de dois milhões de euros por Rui Horta e Costa e Diogo Gaspar Ferreira para favorecer o resort do Algarve a partir de 2006.

Essa acusação baseia-se no pressuposto de que o ex-administrador do CGD foi nomeado por José Sócrates para a administração do CGD no final de 2005.

O crédito concedido ao Vale do Lobo ultrapassou 200 milhões de euros e foi posteriormente considerado ruinoso.

Defesas dos réus

O ex-funcionário e dois ex-administradores do Vale do Lobo negaram as alegações durante o julgamento, enquanto Armando Vara permaneceu em silêncio até o momento.

Acusações contra José Sócrates

José Sócrates, 68 anos, enfrenta acusações por 22 delitos: três de corrupção, 13 de lavagem de dinheiro e seis de fraude fiscal qualificada.

As duas acusações adicionais de corrupção, além da relacionada ao Vale do Lobo, dizem respeito a supostas vantagens financeiras concedidas ao Grupo Espírito Santo (GES) e ao Grupo Lena.

Outros réus e andamento do caso

Armando Vara, 71 anos, Rui Horta e Costa, 65, e José Diogo Gaspar Ferreira, 64, foram acusados após a instrução de um conte de corrupção e um de lavagem de dinheiro.

O caso envolve 21 réus, que na sua maioria negam ter cometido os 117 alegados crimes econômico-financeiros.

O julgamento está em andamento desde 3 de julho no Tribunal Central Criminal de Lisboa e foi interrompido hoje até, pelo menos, 4 de dezembro de 2025, com mais de uma centena de testemunhas ainda por serem ouvidas.

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