Moedas deseja que Lisboa se torne a metrópole global da Equidade Social, da Criatividade e das Artes

Moedas deseja que Lisboa se torne a metrópole global da Equidade Social, da Criatividade e das Artes

Reeleição de Carlos Moedas O reeleito presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), assumiu hoje a ambição de transformar a cidade na capital mundial da Justiça Social, da Inovação e da Cultura, enfatizando a sua disposição para dialogar com a oposição na governança. Cerimônia de Tomada de Posse Durante a cerimônia de instalação dos…



Reeleição de Carlos Moedas

O reeleito presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), assumiu hoje a ambição de transformar a cidade na capital mundial da Justiça Social, da Inovação e da Cultura, enfatizando a sua disposição para dialogar com a oposição na governança.

Cerimônia de Tomada de Posse

Durante a cerimônia de instalação dos Órgãos do Município de Lisboa 2025/2029, que ocorreu em Lisboa em 11 de novembro de 2025, Carlos Moedas destacou que, nas eleições de 12 de outubro, foi reeleito através da candidatura “Por ti, Lisboa” – PSD/CDS-PP/IL, obtendo 110.586 votos (41,69%) e conquistando oito mandatos, um a mais do que em 2021, ficando a um de alcançar a maioria absoluta, que requereria a eleição de nove dos 17 membros do executivo municipal.

Ambições para Lisboa

Carlos Moedas afirmou: “Se em 2021 vos prometi que seríamos Capital Europeia da Inovação e, quando ninguém acreditava, efetivamente o fomos, hoje queremos ser ainda mais. Nos próximos anos, aspiramos ser, sem dúvida, a Capital Mundial da Justiça Social, a Capital Mundial da Inovação, a Capital Mundial da Cultura. Não temos medo de sonhar, apenas receamos que os nossos sonhos sejam pequenos demais. Este sonho deve ser para Lisboa e toda a nossa Área Metropolitana,” disse Moedas em seu discurso na cerimônia de assumir o cargo.

Vitória Eleitoral

O presidente destacou que os cidadãos de Lisboa lhe concederam “uma clara vitória eleitoral” no dia 12 de outubro, reforçando a confiança no seu projeto político e social. Ele enfatizou que sua função é governar a cidade “pelo bem comum”.

Diálogo e Democracia

“Uns, como eu, irão governar. Outros exercerão a função de oposição. Essa é a natureza da democracia e também sua riqueza. […] O pior que podemos fazer à democracia é impor nossas idiossincrasias, tanto para quem governa quanto para quem está na oposição. Quem governa deve dialogar e encontrar compromissos, enquanto quem está na oposição deve permitir que se governe, fiscalizando a atuação de quem governa,” defendeu Moedas, argumentando que o executivo deve respeitar as escolhas do povo.

Estabilidade e Compromisso

Carlos Moedas destacou a importância da estabilidade para o funcionamento da democracia e reiterou sua “abertura ao diálogo e ao compromisso para cumprir a vontade das pessoas, não as vontades partidárias”.

Prioridades do Mandato 2025-2029

Sobre as áreas de atuação para o mandato de 2025-2029, o autarca declarou que a habitação será uma “prioridade máxima”, especialmente a habitação jovem, com 700 casas a serem reabilitadas nos bairros históricos, além de criar quatro novas centralidades na cidade: Vale de Chelas, Vale de Santo António, Casal do Pinto e Quinta do Ferro.

O Futuro da Cidade

Segurança e Higiene Urbana

Outras áreas que receberão atenção são a segurança, onde Moedas promete agir “com grande firmeza”, solicitando ao Governo mais polícia, aumentando a videoproteção e restabelecendo a vigilância noturna. O autarca também comprometeu-se a reformar a higiene urbana da cidade, propondo o fim da delegação de competências na limpeza e coleta dos ecopontos e a coleta do lixo comum durante seis dias por semana.

Estado Social Local

Como prometido durante a campanha eleitoral, Moedas deseja continuar a construir um estado social local, com a criação de mais centros de saúde e creches, além de investir no espaço público, cultura, inovação, redução da burocracia, mobilidade e ação climática.

Resultados das Eleições

Nas eleições de 12 de outubro, Carlos Moedas foi reeleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa através da candidatura “Por ti, Lisboa” – PSD/CDS-PP/IL, obtendo 41,69% dos votos e garantindo oito mandatos, um a mais do que os sete conquistados em 2021, ficando a um de alcançar a maioria absoluta. A segunda candidatura com mais votos foi “Viver Lisboa” – PS/Livre/BE/PAN, liderada pela socialista Alexandra Leitão, com 33,95% dos votos e seis vereadores eleitos. O partido Chega obteve 10,10% dos votos, elegendo dois mandatos, enquanto a CDU (coligação PCP/PEV) teve 10,09% dos votos, elegendo um vereador, falhando a eleição de um segundo mandato por apenas um voto em relação ao Chega.

Participação na Cerimônia

Couve a presença de centenas de personalidades da vida política, incluindo Aníbal Cavaco Silva (PSD), Manuela Ferreira Leite (PSD), Pedro Passos Coelho (PSD), Paulo Portas (CDS-PP), Mariana Leitão (IL), Inês Sousa Real (PAN) e João Cotrim Figueiredo (IL), assim como os presidentes das câmaras do Porto, Loures e Oeiras, e vários ministros do atual Governo PSD/CDS-PP, na cerimônia de instalação dos órgãos municipais de Lisboa para o quadriênio 2025-2029.

Composição da Nova Equipa Municipal

Da lista liderada pelo ex-comissário europeu Carlos Moedas, foram eleitos e tomaram posse como vereadores: Gonçalo Reis (PSD), Joana Baptista (independente indicada pelo PSD), Rodrigo Mello Gonçalves (IL), Diogo Moura (CDS-PP), Maria Aldim (CDS-PP), Vasco Moreira Rato (independente indicado pelo PSD) e Vasco Anjos (IL). Da anterior equipa, Carlos Moedas manteve apenas o democrata-cristão Diogo Moura, que continuará a exercer funções nas áreas de Economia e Inovação.

Da coligação “Viver Lisboa” tomaram posse para a vereação do município: Alexandra Leitão (PS), Sérgio Cintra (PS), Carla Madeira (PS), Pedro Anastácio (PS), Carlos Teixeira (Livre) e Carolina Serrão (BE).

Os dois vereadores eleitos do Chega que foram empossados são Bruno Mascarenhas e Ana Simões Silva, enquanto o eleito da CDU empossado é o comunista João Ferreira.

No mandato anterior de 2021-2025, o executivo municipal era composto por sete eleitos da coligação “Novos Tempos” – PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança, sete da coligação “Mais Lisboa” – PS/Livre, dois da CDU e um do BE. O Chega não conseguiu eleger vereadores em 2021.


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