Os lucros das três gigantes alcançam recorde inédito
Dificuldades de Liquidez nas SAD As 3 SAD evidenciam dificuldades de liquidez, com fundos de maneio negativos, condicionando a gestão de tesouraria. Resultados Históricos dos Clubes Os lucros dos 3 grandes do futebol português atingiram um máximo histórico na época 2024/25: 94 milhões de euros, somando as SAD de Benfica, Sporting e Porto. Para o…
Dificuldades de Liquidez nas SAD
As 3 SAD evidenciam dificuldades de liquidez, com fundos de maneio negativos, condicionando a gestão de tesouraria.
Resultados Históricos dos Clubes
Os lucros dos 3 grandes do futebol português atingiram um máximo histórico na época 2024/25: 94 milhões de euros, somando as SAD de Benfica, Sporting e Porto.
Para o resultado, foram cruciais as receitas obtidas com a venda de jogadores: 291 milhões, que representam 35% dos rendimentos dessas SAD.
Em seguida, as receitas obtidas com provas da UEFA totalizaram 139 milhões, correspondendo a 17% dos rendimentos totais, segundo a análise feita pela Maxyield – Clube dos Pequenos Acionistas.
No conjunto, os rendimentos atingiram 820 milhões de euros, estabelecendo um novo máximo anual: Benfica com 39% do total, Sporting com 30% e Porto com 30%.
Custos Operacionais
Os custos operacionais totalizaram 657 milhões, com o Benfica representando 41%, seguido do Sporting com 31% e do Porto com 28%.
“A Benfica SAD e a Sporting SAD encontram-se numa trajetória crescente de custos operacionais”, enquanto a Porto SAD inverteu, nas últimas 2 épocas, a tendência de crescimento dos custos, passando do 2º lugar para a 3ª posição neste ranking”, segundo a Maxyield.
Aquisições de Jogadores
Na época passada, o Sporting superou o Benfica em termos de valores de aquisição de jogadores. “O peso do plantel de atletas no ativo total é mais baixo na Benfica SAD e na Porto SAD, situando-se próximo de 25%, apresentando uma tendência ligeiramente decrescente”, enquanto o Sporting registra um peso superior a 30%.
Encargos Financeiros
Em relação aos encargos financeiros (juros), a Porto SAD reportou o valor mais elevado (30 milhões), seguida do Sporting (25 milhões) e do Benfica (13 milhões).
Trajetória dos Passivos
Na época passada, tanto o Benfica como o Porto inverteram a trajetória crescente dos seus passivos, enquanto o Sporting manteve a sua tendência de crescimento de passivo.
No Sporting, o passivo está acima do ativo, resultando em “fraca autonomia financeira”. Por outro lado, o Porto possui um passivo superior ao seu ativo, “com impacto relevante na sua degradada autonomia financeira (capitais próprios/ativo)”. O Benfica vive uma situação mais favorável, com uma autonomia financeira de 20%.
Dificuldades de Liquidez
“Todas as SAD evidenciam dificuldades de liquidez, com fundos de maneio negativos. Esta situação condiciona a gestão de tesouraria, mas é bastante diferenciada tanto em montantes quanto em termos evolutivos”, conclui a Maxyield.
O Benfica possui um ativo de 121 milhões, com um passivo de 249 milhões, resultando em um fundo de maneio de -128 milhões. O Porto apresenta um ativo de 153 milhões, um passivo de 184 milhões e um fundo de maneio de -31 milhões. O Sporting conta com um ativo de 93 milhões, um passivo de 176 milhões e um fundo de maneio de -83 milhões.
“Destaca-se negativamente a evolução da Benfica SAD, devido ao agravamento a nível de liquidez. A Porto SAD inverteu a trajetória negativa na sequência da consolidação de passivos correntes e aumento dos capitais permanentes. A Sporting SAD apresenta uma evolução descendente”, acrescenta.
Captação de Recursos
O Clube dos Pequenos Acionistas ressalta que as SAD dos 3 grandes “utilizam o mercado de capitais apenas para captar empréstimos obrigacionistas, tirando partido das condições mais favoráveis aplicadas às sociedades cotadas em mercados regulamentados. Os empréstimos obrigacionistas têm sido direcionados para a amortização de emissões anteriores e reforço da tesouraria”.
“Apesar da reduzida exposição do sistema bancário à indústria do futebol, essas SAD apresentam forte inibição na utilização do mercado de capitais para reforçar seus capitais próprios e ganhar autonomia financeira”, conclui.
