PSD afirma que jamais se apaga dos socialistas, mas solicita sigilo nas negociações no TC
Leonor Beleza sobre o Partido Socialista A social-democrata Leonor Beleza mencionou que o PS “tem alguma dificuldade em se posicionar como um partido da oposição”, o que se reflete na maneira como apresentam suas propostas. Abertura ao Diálogo A vice-presidente do PSD, Leonor Beleza, afirmou neste domingo que há disposição por parte dos sociais-democratas para…
Leonor Beleza sobre o Partido Socialista
A social-democrata Leonor Beleza mencionou que o PS “tem alguma dificuldade em se posicionar como um partido da oposição”, o que se reflete na maneira como apresentam suas propostas.
Abertura ao Diálogo
A vice-presidente do PSD, Leonor Beleza, afirmou neste domingo que há disposição por parte dos sociais-democratas para dialogar com o PS, ressaltando que o PSD “nunca se esquece” dos socialistas. No entanto, pediu discrição nas negociações relacionadas aos postos no Tribunal Constitucional (TC).
Colaboração e Cooperação
Em declarações à imprensa, em Viseu, após o término do 25.º Congresso do PS, Leonor Beleza começou por destacar o “desejo de colaboração e cooperação” do líder dos socialistas, apesar de algumas divergências na visão para o país.
A social-democrata também apontou que o PS “tem dificuldade em se ver como partido da oposição”, algo que se nota nas suas propostas.
Discrição nas Negociações
Leonor Beleza enfatizou que o “PSD nunca se esquece do PS” e defendeu que o diálogo entre as duas forças deve ocorrer “com discrição” e paciência, “para que as questões sejam resolvidas da melhor forma possível”.
“A composição atual da Assembleia da República sugere, ou impõe, que muitas das coisas que são necessárias possam ser tratadas em diálogo. Por parte do PSD, naturalmente, estamos interessados nisso. E ouvimos com satisfação a formulação, pelo líder do Partido Socialista, de que ele também deseja esse diálogo”, destacou.
Impasse nos Órgãos Externos
Questionada sobre o impasse em relação aos órgãos externos do parlamento, Leonor Beleza insistiu na importância da discrição, pedindo que se evitem discussões na “praça pública” ou “com gritos”.
Para a social-democrata, o “essencial é que as pessoas nomeadas para o Tribunal Constitucional sejam competentes, que conheçam bem as questões e que sejam capazes de atuar com independência”.
“É sobre isso que os esforços devem se concentrar”, concluiu.
Posicionamento do CDS-PP
Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS-PP, defendeu que o PS deve “de uma vez por todas” aceitar os resultados das últimas eleições legislativas e deixar de “bloquear a nomeação dos novos juízes para o Tribunal Constitucional”.
“Não nos parece prudente que o Partido Socialista ameace votar contra o Orçamento de Estado para 2027 apenas por causa dos nomes”, considerou, acrescentando que “os portugueses não entenderiam uma nova crise política apenas por causa de nomeações para o Tribunal Constitucional”.
O centrista ressaltou que o PS deixou de ser o segundo maior partido e que, na resolução do impasse em relação à eleição dos órgãos externos, “é necessário aceitar a realidade, a composição do parlamento e as votações decorrentes dessa composição”.
Nova Identidade do PS
O secretário-geral da IL, Rui Ribeiro, afirmou que observou neste Congresso um partido “à procura de se encontrar, de arrumar a casa e definir uma nova identidade”, mas que “essencialmente não aceitou o resultado das eleições legislativas”.
“O Partido Socialista governou por muitos anos, claramente estendeu a mão a partidos extremistas e suas políticas foram, literalmente, a causa do atraso português no momento atual”, concluiu.
