Moçambique com nível máximo de reservas de divisas internacionais
Reservas Internacionais Líquidas e Acesso a Divisas As Reservas Internacionais Líquidas atingiram 3.937 milhões de dólares. Os bancos aumentaram as suas reservas obrigatórias junto do banco central. Contudo, os empresários estão a queixar-se da falta de divisas. Crescimento das Reservas Internacionais As Reservas Internacionais Líquidas (RIL) moçambicanas – o montante de divisas em moeda estrangeira…
Reservas Internacionais Líquidas e Acesso a Divisas
As Reservas Internacionais Líquidas atingiram 3.937 milhões de dólares. Os bancos aumentaram as suas reservas obrigatórias junto do banco central. Contudo, os empresários estão a queixar-se da falta de divisas.
Crescimento das Reservas Internacionais
As Reservas Internacionais Líquidas (RIL) moçambicanas – o montante de divisas em moeda estrangeira necessário para a importação de bens e serviços – voltaram a crescer em janeiro, alcançando um novo recorde de 4.152 milhões de dólares (3.595 milhões de euros), conforme indicam as estatísticas do Banco de Moçambique. O recorde anterior era de 4.035 milhões de dólares, registrado em agosto do ano passado. Essas reservas garantem mais de três meses de necessidades de importações de bens e serviços, mas não atendem às exigências do setor bancário, levando o governo a considerar a possibilidade de reduzir os níveis de reserva obrigatórios.
Queixas dos Empresários
Os empresários expressam preocupação acerca da falta de acesso a divisas, necessárias para as importações de bens. O presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, Álvaro Massingue, destacou em novembro: “A escassez de divisas é hoje uma emergência económica. Sem moeda externa, as empresas não conseguem importar matérias-primas, não cumprem contratos e não conseguem crescer. O Estado deve garantir prioridade no acesso a divisas para empresas produtoras e exportadoras e criar incentivos para quem exporta e substitui as importações”, disse, conforme reportado pela agência Lusa, na abertura da XX Conferência Anual do Setor Privado, o maior evento de diálogo público-privado e de negócios do país.
Posição do Banco Central e do FMI
Por outro lado, o governador do banco central, Rogério Zandamela, tem enfatizado que há fluidez no mercado cambial e rejeitado qualquer intervenção. Esta posição é apoiada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que solicitou em fevereiro maior flexibilidade cambial, mas insistiu que a política monetária moçambicana “deve manter-se restritiva”. De acordo com o FMI, “o afrouxamento monetário arrisca agravar a escassez de divisas” atual e defende políticas cambiais que apoiem “o ajustamento externo e a competitividade”.
Aumento nas Reservas Obrigatórias
Além disso, as reservas obrigatórias dos bancos moçambicanos dispararam 20% em 2025, atingindo um pico de 3,5 mil milhões de euros, após quedas consecutivas com o alívio das restrições do banco central. Dados recentes indicam que as reservas obrigatórias da banca comercial junto do Banco de Moçambique tinham alcançado em dezembro de 2024 um recorde de 3.932 milhões de euros, logo antes do alívio das restrições pelo banco central, em janeiro de 2025.
Pressão por Alívio nas Reservas
Diante da escassez de divisas no mercado interno, os empresários moçambicanos vêm insistindo desde 2024 na necessidade de que o banco central alivie os coeficientes de reservas obrigatórias em moeda estrangeira.
