Instituição Agrícola de Coimbra lança centro para execução de avaliações com artrópodes
Infraestrutura Aprovada A infraestrutura, já aprovada pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), está alinhada com o Plano Floresta 2050, fortalecendo a capacidade científica nacional no combate às espécies invasoras. Nova Estação de Quarentena A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) anuncia a abertura de uma nova estação de quarentena ou confinamento,…
Infraestrutura Aprovada
A infraestrutura, já aprovada pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), está alinhada com o Plano Floresta 2050, fortalecendo a capacidade científica nacional no combate às espécies invasoras.
Nova Estação de Quarentena
A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) anuncia a abertura de uma nova estação de quarentena ou confinamento, destinada a testes com insetos, que foi ampliada e apresenta mais-valias em relação à infraestrutura anterior.
“Esta será uma infraestrutura científica dedicada ao estudo e avaliação de agentes de controlo biológico de plantas invasoras, com condições adequadas para desenvolver testes com plantas invasoras terrestres (como as acácias, que atualmente estão em floração) e aquáticas (como o jacinto-de-água)”, revela uma nota enviada ao nosso jornal.
A infraestrutura, formalmente aprovada pela DGAV, cumpre “todos os requisitos legais, técnicos e de biossegurança exigidos para este tipo de instalações”, garantindo que “todos os ensaios decorrem sob rigorosos padrões de confinamento, prevenindo qualquer risco de liberação acidental e assegurando elevados níveis de segurança biológica”.
A Escola Superior Agrária destaca a ameaça que as espécies invasoras representam para a biodiversidade, os ecossistemas agrícolas e florestais e a economia, afirmando que o controlo biológico é a ferramenta que possibilita “uma gestão mais eficaz, sustentável e duradoura”. Esta estratégia baseia-se na “utilização de inimigos naturais altamente específicos, permitindo reduzir populações de espécies invasoras de forma continuada e com menor impacto ambiental”.
“O desenvolvimento de alternativas ao controlo químico é uma prioridade estratégica a nível nacional e europeu, podendo o controlo biológico promover soluções sustentáveis e de longo prazo para a gestão de plantas invasoras”, enfatiza ainda o documento.
Os projetos científicos a serem desenvolvidos na infraestrutura serão coordenados pela docente e investigadora Hélia Marchante, especialista em ecologia e gestão de espécies invasoras do Centro de Estudos em Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS – ESAC/IPC).
Vale ressaltar que a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra mantém uma colaboração de longa data no domínio das espécies de plantas invasoras e seu controlo biológico com o Centro de Ecologia Funcional – Universidade de Coimbra (CFE – UC). Este investimento está alinhado com as prioridades estratégicas nacionais, incluindo o Plano Floresta 2050.
