Eleições Autárquicas: Marcelo otimista quanto à mobilização do eleitorado após uma “campanha dinâmica e envolvente
Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a Campanha Eleitoral “Foi uma campanha muito, muito movimentada, muito participada, com debates, e mesmo a nível local, e com o interesse da juventude. A grande dúvida era saber se os jovens se interessavam ou não. Ora, os jovens, nas últimas eleições Legislativas, mostraram uma participação crescente. Não…
Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a Campanha Eleitoral
“Foi uma campanha muito, muito movimentada, muito participada, com debates, e mesmo a nível local, e com o interesse da juventude. A grande dúvida era saber se os jovens se interessavam ou não. Ora, os jovens, nas últimas eleições Legislativas, mostraram uma participação crescente. Não há razão para que, a nível local, quem conhece muito melhor os candidatos e estão mais próximos, não haja um aumento também de participação”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.
O Presidente da República afirmou hoje, após ter votado, que não está preocupado com a abstenção porque a campanha foi “muito movimentada e participada”, não vendo razões para que, especialmente os jovens, não compareçam às urnas.
“Foi uma campanha muito, muito movimentada, muito participada, com debates, e mesmo a nível local, e com o interesse da juventude. A grande dúvida era saber se os jovens se interessavam ou não. Ora, os jovens, nas últimas eleições Legislativas, mostraram uma participação crescente. Não há razão para que, a nível local, quem conhece muito melhor os candidatos e estão mais próximos, não haja um aumento também de participação”, reiterou Marcelo Rebelo de Sousa.
Para o chefe de Estado, outra razão para não se preocupar com a abstenção está relacionada com o fato de as últimas eleições Autárquicas terem ocorrido em 2021, “num momento próximo do fim da pandemia” da Covid-19, “o que pode ter levado menos pessoas às urnas”.
Depois de votar em Molares, Celorico de Basto, no distrito de Braga, Marcelo Rebelo de Sousa reafirmou o que disse no sábado na sua mensagem de apelo ao voto, destacando a importância das eleições de hoje em um momento em que “os problemas locais ganham muito relevo, devido ao dinheiro disponível para ser gasto”.
“Nunca houve um número tão elevado de listas, somando tudo. Foi o que disse a Comissão Nacional de Eleições. E, por outro lado, os problemas locais ganham muito relevo, devido ao dinheiro que está aí para ser gasto. Há uma parte desse dinheiro que vem da Europa e que é significativa, e que, por uma vez, não voltaremos a ter um montante tão grande. Uma parte é gasta através das autarquias”, ressaltou.
Em declarações aos jornalistas, após ter cumprimentado várias pessoas e antes de seguir para um restaurante local, onde já tinha encomendado um pão-de-ló, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que a população deve ter um “grande empenho em votar” porque os próximos quatro anos serão “decisivos”.
“Ou nós aproveitamos este dinheiro, que são muitos milhares de milhões de euros, ou será uma operação desperdiçada”, afirmou.
Sobre a gestão dos fundos europeus, que será feita pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDRN), quando questionado se não faria mais sentido que a população votasse diretamente nessas estruturas, o chefe de Estado foi cauteloso em sua resposta.
“Já votam indiretamente na medida em que as Assembleias Municipais, ou seja, os municípios, votam na escolha de alguns membros da CCDR. Agora, no futuro, isso depende de uma decisão sobre a regionalização. Essa foi uma questão que não foi resolvida no passado. Era o antigo primeiro-ministro que dizia que até 26 provavelmente não seria tratado. Veremos se o Parlamento, no futuro, pretende ou não dar esse passo”, disse.
Quanto à Lei das Autarquias, sem oferecer sua opinião sobre possíveis mudanças, mas se declarando um “defensor do papel importantíssimo das Assembleias Municipais”, Marcelo Rebelo de Sousa disse que se houver uma alteração da lei que lhe chegue às mãos até o final do mandato, irá se pronunciar.
Este é o último mandato de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República.
Hoje, o chefe de Estado não quis revelar datas sobre as próximas eleições, mas reiterou a data que lhe parece mais conveniente neste momento. “Já disse que a minha inclinação é tendencialmente para o dia 18 de janeiro, mas ainda estamos longe, estamos no dia da votação”, referiu.
Nas eleições autárquicas, que ocorrem entre as 08:00 e as 19:00, os eleitores irão escolher os órgãos dirigentes de 308 câmaras municipais, 308 assembleias municipais e 3.221 assembleias de freguesia.
Outras 37 freguesias escolherão o executivo em plenários de cidadãos, por terem menos de 150 votantes.
De acordo com a Administração Eleitoral da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI), há 9.303.840 eleitores inscritos para as autárquicas.
