Faculdades da Universidade Nova exigidas a possuir denominação em língua portuguesa
Reitor da Universidade Nova estabelece prazo para adaptações O Reitor da Universidade Nova concede 90 dias às faculdades para se adequarem às novas diretrizes, incluindo a ‘Nova SBE’ e a ‘Nova School of Law’. Ele permite o uso dos nomes de forma bilingue, mas sempre com a inclusão da designação em português. Um professor celebra…
Reitor da Universidade Nova estabelece prazo para adaptações
O Reitor da Universidade Nova concede 90 dias às faculdades para se adequarem às novas diretrizes, incluindo a ‘Nova SBE’ e a ‘Nova School of Law’. Ele permite o uso dos nomes de forma bilingue, mas sempre com a inclusão da designação em português. Um professor celebra o fim da “anglofolia” e o retorno à “legalidade linguística”.
Novas diretrizes para as faculdades da Universidade Nova
Nova SBE, Nova School of Law, Nova IMS. Essas são algumas das designações em inglês de faculdades da Universidade Nova de Lisboa.
Contudo, em três meses, elas precisarão se adequar: deverão optar entre manter apenas a designação oficial em português ou adotar uma forma bilingue.
As faculdades da Universidade Nova de Lisboa retornarão às denominações em português. Essa decisão foi tomada pelo Reitor Paulo Pereira no final de janeiro.
No seu despacho orientador para a denominação das unidades orgânicas e o respectivo regime de uso bilingue, o reitor estabelece: “a denominação oficial de cada unidade orgânica da Universidade deve ser sempre utilizada em língua portuguesa em documentos, plataformas digitais, suportes físicos, atos e procedimentos administrativos”.
O despacho acrescenta que “pode ser adotada a forma bilingue, acrescentando a versão em língua inglesa associada à denominação em português, sem que esta seja suprimida”.
Exceções ocorrem em comunicações institucionais internacionais, onde “é permitida a utilização apenas da versão em língua estrangeira, especialmente quando se trata de comunicações instituídas exclusivamente para públicos internacionais”.
A indicação de marca e logotipos das faculdades “não está sujeita à obrigatoriedade de conter a denominação em português, por constituírem representações visuais e identitárias da composição artística e coerência de marca”.
Os suportes digitais e físicos têm um prazo de 90 dias para adequação.
O reitor invoca o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, que “impõe a existência de denominação própria e características das instituições de ensino superior, garantindo sua identificação inequívoca em língua portuguesa”.
No entanto, ressalta que é necessário “compatibilizar” a “obrigação legal com a política de internacionalização da universidade”, preservando a identidade visual das faculdades.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia aplaudiu a decisão do reitor: “louvo o acerto e a coragem (…) por mandar restabelecer a legalidade linguística (há muito violada todos os dias) nas denominações – obrigatoriamente em português, ou, quando com inglês, nunca suprimindo o nome em português – das suas unidades orgânicas, começando pela de Carcavelos – a dita ‘Nova SBE’ – e pela que se pretende ‘deslocalizar’ para essa povoação (o que será um erro monumental) – a dita ‘Nova School of Law’.”
“Até que enfim que vamos acabar com a ‘anglofolia’ pacífica de se achar que as instituições se internacionalizam, prejudicando mesmo os estudantes portugueses por muitas outras razões, cujas famílias pagam impostos ao Estado, só por se ter um nome estrangeiro”, escreveu nas redes sociais o professor da Faculdade de Direito da Nova de Lisboa.
O reitor lembrou em seu despacho quais são as designações oficiais em português: Faculdade de Ciências e Tecnologia, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas; Faculdade de Economia, Faculdade de Ciências Médicas, Faculdade de Direito, Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Instituto Superior de Estatísticas e Gestão da Informação, Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, Escola Nacional de Saúde Pública.
Faculdades da Universidade Nova obrigadas a ter nome em português
