Ministro do STF defende magistrado investigado por conexões com financier em detenção domiciliar

Ministro do STF defende magistrado investigado por conexões com financier em detenção domiciliar

Defesa de Toffoli pelo STF A presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil divulgou dois comunicados quase em sequência, um na noite de quinta-feira e outro na manhã de hoje, defendendo o juiz José Antônio Dias Toffoli, que está à frente da investigação sobre o caso do Banco Master. Este banco, que foi liquidado



Defesa de Toffoli pelo STF

A presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil divulgou dois comunicados quase em sequência, um na noite de quinta-feira e outro na manhã de hoje, defendendo o juiz José Antônio Dias Toffoli, que está à frente da investigação sobre o caso do Banco Master. Este banco, que foi liquidado em novembro de 2025 a pedido do Banco Central devido a fraudes significativas, é o foco das apurações atuais.

Suporte ao Juiz

O STF manifestou hoje apoio ao magistrado, que está sendo questionado pela mídia em função de supostas ligações com um banqueiro que atualmente cumpre prisão domiciliar sob acusações de fraudes.

Maior Fraude Bancária?

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou sobre a investigação, que analisa a emissão de créditos fraudulentos no montante de 12 bilhões de reais (aproximadamente 1,93 bilhões de euros), afirmando que “pode tratar-se da maior fraude bancária” da história do Brasil.

Decisão do STF

A investigação ocorre no STF, e não na justiça comum, devido à decisão de Toffoli, que alegou envolvimento de autoridades com foro privilegiado. Por esta razão, ele também decretou o sigilo da investigação.

Suspeitas e Revelações

Essas decisões suscitaram suspeitas na mídia, que nas últimas semanas trouxe à tona informações que associam indiretamente Toffoli ao Banco Master, dirigido por Daniel Vorcaro, agora em prisão domiciliar.

Transações Suspeitas

Uma reportagem do portal Metrópoles revelou que a família de Toffoli vendeu um resort de luxo no sul do Brasil, o Tayayá Aqua Resort, para um cunhado do banqueiro investigado, Fabiano Zettel, por cerca de 6,6 milhões de reais (aproximadamente 1,06 milhões de euros).

No entanto, mesmo após a venda em 2021, o juiz continuou a visitar semanalmente o local, onde possui uma propriedade, conforme mencionado pelo mesmo portal.

Confirmação de Viagens

Os registros dessas visitas foram confirmados por dados públicos sobre os pagamentos de despesas à equipe de segurança que acompanha o juiz.

Ação da Polícia Judicial

Em um dos comunicados, a liderança do tribunal também sentiu a necessidade de esclarecer o papel fundamental da polícia judicial na proteção dos juízes, que enfrentam ameaças.

Voo Controverso

A imprensa ainda informou que, poucos dias antes de assumir a investigação, Toffoli viajou no mesmo avião particular de um empresário com um dos advogados do Banco Master, com destino a Lima, para assistir à final da Taça Libertadores.

Implicações para o STF

O caso também colocou sob escrutínio outro juiz do STF, Alexandre de Moraes, que é o relator do processo que resultou na condenação por tentativa de golpe de estado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a mídia, o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, firmou em 2024 um contrato com o Banco Master no valor de 129 milhões de reais (cerca de 20,7 milhões de euros).

Impacto Político

Além do âmbito do STF, a situação pode afetar políticos, uma vez que o Banco Master vendeu parte de sua carteira de crédito ao BRB, um banco público controlado pelo Governo do Distrito Federal de Brasília, que pode enfrentar perdas milionárias.


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