Moedas afirma que Alexandra Leitão emprega tragédia como uma “corda de salvação” – PPulse
Cidade de Lisboa: Eleições Municipais “Mais uma vez, o Partido Socialista, sem tema, agarra-se como um salvavidas ao que é uma tragédia. Eu acho que isso não deveria existir na política hoje. Eu não faço política assim, nunca fiz. Sempre fiz política com partidos, mas acima dos partidos, com as pessoas. Não consigo entender como…
Cidade de Lisboa: Eleições Municipais
“Mais uma vez, o Partido Socialista, sem tema, agarra-se como um salvavidas ao que é uma tragédia. Eu acho que isso não deveria existir na política hoje. Eu não faço política assim, nunca fiz. Sempre fiz política com partidos, mas acima dos partidos, com as pessoas. Não consigo entender como um partido democrático na nossa democracia usa uma tragédia como um salvavidas para as eleições,”</span declarou Carlos Moedas, social-democrata.
O atual Prefeito de Lisboa e candidato à reeleição nas eleições municipais no dia 12, falou com jornalistas durante um evento de campanha na Feira das Galinheiras, onde também esteve presente Alexandra Leitão (PS/Livre/BE/PAN), mas não se encontraram.
Quando questionado sobre o que diria se encontrasse Alexandra Leitão, após a socialista tê-lo acusado no sábado de ter mentido sobre o acidente do elevador Glória e não ter a “postura” ou “nível necessário” para o cargo de prefeito, Carlos Moedas começou dizendo que sempre cumprimentaria sua principal rival nessas eleições, destacando as diferenças políticas.
A troca de acusações continuou, com o candidato do PSD/CDS-PP/IL acusando novamente a candidata do PS/Livre/BE/PAN de usar a tragédia “politicamente ou partidariamente,” considerando isso “muito feio” e “grave,” e que “os partidos não deveriam fazer isso por respeito a todas as vítimas.”
O descarrilamento do elevador Glória, administrado pela empresa municipal Carris, ocorreu no dia 3 de setembro e resultou em 16 mortes e duas dezenas de feridos, entre portugueses e estrangeiros de diversas nacionalidades.
Um relatório da RTP, transmitido na sexta-feira – marcando um mês desde a tragédia do elevador Glória – apresentou depoimentos de familiares dos falecidos e sobreviventes do acidente, alegando que nunca foram contatados pela Câmara Municipal de Lisboa ou pela Carris.
Sobre as reclamações das vítimas e das famílias em relação à falta de contato, Carlos Moedas enfatizou que “isso não é verdade” e reiterou que “todos foram contatados,” recusando-se a discutir casos individuais.
“Por respeito e privacidade, não vou relatar todos os contatos aqui. Na verdade, uma dessas pessoas teve até um filho que veio de Cabo Verde, […] pagamos a viagem para que essa pessoa pudesse ter seu filho aqui, então tudo isso é feito, mas não acho que deva falar sobre isso publicamente,” afirmou.
Desconsiderando a “politização” da tragédia, o prefeito do PSD declarou: “Estou acima disso, mas uma coisa posso lhe dizer: A Câmara Municipal não falhou e não falhará, disso tenho certeza.”
O social-democrata enfatizou que a socialista Alexandra Leitão “obviamente está politizando o caso,” reiterando que como Prefeito de Lisboa, esteve presente na resposta ao acidente “desde o primeiro minuto,” incluindo contato com as vítimas e famílias, indicando que “mesmo em meio à campanha” continua a fornecer esse apoio.
“As pessoas sabem que têm essa disponibilidade do Prefeito, da equipe do Prefeito, da Carris, porque estamos verdadeiramente abertos e solucionando os problemas.”
Em resposta aos depoimentos apresentados no recurso RTP sobre a falta de contato, Carlos Moedas respondeu que “esses passos sempre foram dados,” enfatizando que a Câmara Municipal e a Carris “sempre estiveram em contato com todos.”
“Conhecemos os casos. Estive em todos os funerais, participei de cada ato possível, estive sempre com o povo e ao lado das pessoas, todos eles, […] mas não entrarei em casos individuais por respeito às pessoas, por respeito ao que é uma grande tragédia para Lisboa,” declarou.
