Produtores de microalgas nacionais buscam aprimorar a sustentabilidade
A transformação da produção A transformação da produção é liderada pela GreenCoLab com o apoio da PROALGA—Associação Portuguesa de Produtores de Algas (PROALGA), que coordena estudos de análise do ciclo de vida (ACV) e envolve as empresas nacionais Necton e Allmicroalgae. O objetivo é identificar os impactos ambientais do setor em Portugal e implementar melhorias…
A transformação da produção
A transformação da produção é liderada pela GreenCoLab com o apoio da PROALGA—Associação Portuguesa de Produtores de Algas (PROALGA), que coordena estudos de análise do ciclo de vida (ACV) e envolve as empresas nacionais Necton e Allmicroalgae.
O objetivo é identificar os impactos ambientais do setor em Portugal e implementar melhorias tecnológicas para torná-lo mais competitivo em escala europeia.
“Estamos a identificar pontos críticos no processo, que geram resíduos ou consomem demasiada energia, e a atuar sobre eles com soluções concretas,” afirma Joana Silva, coordenadora da PROALGA.
De acordo com um comunicado de imprensa, as análises revelaram que a fase de secagem de algas, essencial para a preservação da biomassa, é particularmente consumidora de energia, sendo o foco atual dos esforços de otimização.
“Em resposta, técnicas mais eficientes como a liofilização e a secagem por spray estão a ser testadas, e a possibilidade de eliminar etapas como a hidrólise está a ser estudada, desde que a qualidade do produto final não seja comprometida,” acrescenta.
Os produtores Necton e Allmicroalgae também estão a investir em sistemas que utilizam energia solar e na reutilização de água e carbono residual dos seus próprios processos industriais, reduzindo significativamente a pegada ambiental.
A biomassa em estudo inclui espécies como a Chlorella Vulgaris, rica em proteínas, vitaminas e lipídios, que já é produzida comercialmente em Portugal.
Segundo a PROALGA, “quando produzida com boas práticas, a Chlorella pode ter uma pegada ambiental inferior comparado a fontes convencionais de proteína animal como a carne de vaca ou fontes vegetais como a soja, conforme demonstrado por estudos comparativos.”
